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terça-feira, 14 de julho de 2026

Breguet XIXA2 Exército Brasileiro - Scissors and Planes 1/100

O Breguet XIX, sucessor do famoso Breguet 14 da Primeira Guerra Mundial, foi um dos aviões militares mais produzidos no período entre-guerras, com cerca de 2700 unidades fabricadas e amplamente exportado, tendo o seu projeto começado em 1920 e o primeiro voo realizado em março de 1922 . A sua estrutura inovadora utilizava extensivamente o duralumínio, tornando a aeronave mais leve e rápida que muitos bombardeiros e mesmo alguns caças da sua época, o que gerou enorme interesse internacional .



As principais versões militares do Breguet 19 foram as praticamente idênticas A2, de reconhecimento, e B2, de bombardeiro ligeiro, ambas com uma tripulação de dois elementos, um piloto e um observador/artilheiro, e capacidade para transportar até 472 kg de bombas . A versão CN2 foi uma variante de caça noturno, muito semelhante à A2, mas com a adição de uma metralhadora extra de disparo frontal para o piloto . Além destas, uma versão hidroavião, designada Br.19 hydro, foi produzida com flutuadores duplos para operações a partir da água .



Para além das versões de combate padrão, o Breguet XIX deu origem a uma notável família de variantes de longo curso, como a GR (Grand Raid) e a TR Bidon/Super Bidon, que estabeleceram inúmeros recordes de distância . Estas aeronaves, com depósitos de combustível ampliados e fuselagem modificada, foram usadas para proezas históricas, como a primeira travessia do Atlântico Norte sem escalas . A procura por mais potência levou ao desenvolvimento das versões tardias na década de 1930, como a Br.19.7, com motor Hispano-Suiza de 650 cv, a Br.19.8, com motor radial Wright Cyclone de 780 cv, e a Br.19.9, com motor Hispano-Suiza de 860 cv, que foi a versão mais potente da série .




As versões militares do Breguet XIX tiveram uma longa e ativa carreira operacional em vários conflitos, começando com ações contra insurgentes no Marrocos e na Síria nos anos 1920, e atingindo o seu auge na Guerra Civil Espanhola, onde foi a espinha dorsal da frota de bombardeiros republicanos e também foi usado pelos nacionalistas . A Força Aérea Grega utilizou os seus Breguet XIX no início da Segunda Guerra Mundial contra a Itália, em outubro de 1940, mas estes foram rapidamente retirados das linhas da frente por serem demasiado lentos e vulneráveis face aos caças modernos . Outros utilizadores incluíram a Bélgica, a Jugoslávia, onde muitas aeronaves foram destruídas em terra durante a invasão alemã e outras usadas pela Croácia, a Bolívia na Guerra do Chaco, e a China contra o Japão .


No Brasil


A presença do Breguet XIX na Aviação Militar do Brasil foi bastante limitada. A Força Aérea Brasileira operou um lote de cinco aeronaves do modelo 19A2/B2, que foram recebidas em abril de 1928. Designadas para a Escola de Aviação Militar, essas aeronaves foram usadas principalmente para treinamento e em funções de ataque leve, permanecendo em serviço até 1936.


Documentos indicam que a Aviação Militar recebeu seis aeronaves, e não cinco, como se mencionava anteriormente. Todas foram entregues em abril de 1928 e receberam as matrículas K521, K522, K523, K524, K525 e K526 . Esses aviões serviram na Escola de Aviação Militar, sendo usados para instrução e como aviões de ataque leve, até serem retirados de serviço por volta de 1936 .


O episódio mais documentado da carreira dessas aeronaves no Brasil é um acidente trágico ocorrido em 30 de outubro de 1929. O Breguet com matrícula K-521 caiu em Casimiro de Abreu, no Rio de Janeiro, durante um voo de instrução que partiu do Campo dos Afonsos. O acidente vitimou o piloto, Capitão Octavio Alves do Valle, enquanto o outro ocupante sobreviveu.


Quanto às outras quatro aeronaves do lote, não há registros detalhados de acidentes ou incidentes graves. Sabe-se que operaram na Escola de Aviação Militar ao longo dos anos seguintes, sendo gradualmente retiradas de serviço em 1936, quando provavelmente foram desmontadas ou sucateadas, encerrando assim a breve passagem do Breguet XIX pela aviação militar brasileira.


O Modelo


   

segunda-feira, 13 de julho de 2026

Construção do Breguet XIXA2 do Exército Brasileiro 1/100 - Work in Progress

Continuando com a nossa série de aeronaves militares brasileiras, apresentamos mais uma aeronave da Aviação do Exército Brasileiro (conhecida como Aviação Militar), desta vez o bombardeiro Breguet XIX, há uns meses atrás apresentamos aqui o Breguet XIXTR desenhado pelo meu amigo Criquet.

Desta vez apresentamos a construção de um modelo mais simples, produzido por Scissors and Planes, que preparamos, este modelo teve algumas correções (na verdade adições) de marcações, assim como adições de elementos do repaint de Brent.




Este é talvez o nono Breguet XIX que eu construo de Scissors and Planes, então é um modelo que eu tenho bastante familiaridade, alguns elementos foram "roubados" dos mods de Brent deste modelo, entre eles as "caixas de sombra" que simulam os cockpits e o "scarf ring" com a sua metralhadora. 

Para pintar as bordas usei marcadores chineses genéricos de baixo custo e o rigging foi feito com cerdas de nylon como em outros trabalhos já demonstrados aqui.




Ficha Técnica do Projeto

Breguet XIX A2 - Aviação Militar

Editor: Scissors and Planes / Número do Catálogo: 827
Numero de Peças: 37
Dificuldade (1-5): 3
Disponibilidade: Breguet XIX Bundle 1
Papel: Opalina 120gsm
Impressora: Epson L 120 Bulk Ink
Observações: Um modelo agradável de construir, relativamente simples, uma boa escola para quem quer construir biplanos, meu modelo tem algumas adições de marcações que não estão presentes no modelo original.

quarta-feira, 17 de junho de 2026

Mitsubishi Ki-67 Hiryu "Peggy" 1/100 - Atvars

O Mitsubishi Ki-67, designado Hiryu (Dragão Voador), foi um bombardeiro médio bimotor usado pela Força Aérea do Exército Imperial Japonês durante a Segunda Guerra Mundial. 




Seu desenvolvimento começou em 1941 para substituir os obsoletos Ki-21 e Ki-49, com exigências de alta velocidade, bom armamento defensivo e capacidade de operar como bombardeiro, torpedeiro ou avião de ataque. 



O protótipo voou pela primeira vez em agosto de 1942, mas problemas nos motores e na estrutura atrasaram a produção. A versão definitiva Ki-67-I entrou em serviço em 1944, equipada com dois motores radiais Mitsubishi Ha-104 de 1.900 hp, atingindo velocidade máxima de 537 km/h e teto de 9.000 metros. 



Seu armamento consistia em cinco metralhadoras de 12,7 mm (nas posições dorsal, ventral, cauda e laterais) e uma de 20 mm na torre dorsal, além de bombas ou um torpedo de 800 kg. Comparado aos seus antecessores, era mais rápido e resistente a danos, mas chegou tarde à guerra, quando o Japão já estava na defensiva. 




O Ki-67 entrou em combate pela primeira vez na Batalha do Mar das Filipinas, em junho de 1944, atuando como bombardeiro de mergulho e torpedeiro, mas sofreu pesadas perdas diante da superioridade aérea americana. Durante a Batalha de Okinawa, em 1945, os Hiryu foram usados em ataques kamikaze contra a frota invasora, incluindo missões noturnas com foguetes. Também houve uma versão de caça noturno, o Ki-109, armada com um canhão de 75 mm, e uma variante de transporte, o Ki-67-II, mas poucas foram construídas. 




A produção total foi de cerca de 700 unidades, número insuficiente para influenciar o curso da guerra. Após a rendição japonesa, alguns exemplares foram avaliados pelos Aliados, que reconheceram seu bom desempenho geral, mas criticaram sua blindagem relativamente fraca e a falta de tanques de combustível auto-selantes. 


O Ki-67 foi o melhor bombardeiro médio japonês da guerra, mas seu potencial foi anulado pela escassez de pilotos experientes, falta de combustível e domínio aéreo inimigo. Atualmente, não restam exemplares originais completos, apenas componentes preservados em museus no Japão e nos Estados Unidos.


Dimensões:

- Comprimento: 18,7 m

- Envergadura: 22,5 m

- Altura: 5,6 m

- Área alar: 60,9 m²


Pesos:

- Peso vazio: 8.649 kg

- Peso carregado: 13.500 kg

- Peso máximo de decolagem: 15.300 kg


Propulsão:

- Motores: Dois radiais Mitsubishi Ha-104, 18 cilindros, refrigerados a ar

- Potência: 1.900 hp cada (na decolagem) / 1.620 hp em altitude

- Hélices: Tripás de velocidade constante


Desempenho:

- Velocidade máxima: 537 km/h (a 6.090 m)

- Velocidade de cruzeiro: 400 km/h

- Alcance normal: 2.800 km

- Alcance máximo (com tanques adicionais): 3.800 km

- Teto operacional: 9.000 m

- Razão de subida: 8,5 minutos para 6.000 m


Armamento (ofensivo):

- Bombas: Até 800 kg (combinação típica: 3 bombas de 250 kg ou 1 de 800 kg)

- Torpedo: Um torpedo aéreo Tipo 91 de 800 kg (função antinavio)


Armamento (defensivo - variava conforme subversão):

- 1 × metralhadora Tipo 98 de 12,7 mm (posição frontal)

- 1 × canhão Tipo 99 de 20 mm (torre dorsal superior)

- 1 × metralhadora de 12,7 mm (posição ventral)

- 1 × metralhadora de 12,7 mm (cada lateral da fuselagem)

- 1 × metralhadora de 12,7 mm (posição caudal)


Tripulação:

- 6 a 8 homens (piloto, copiloto, navegador, bombardeiro/artilheiro dianteiro, artilheiro dorsal, artilheiro ventral, dois artilheiros laterais/operadores de rádio)


Produção:

- Total construído: Aproximadamente 698 unidades (todas as versões)

- Versão principal: Ki-67-I (cerca de 590)

- Versões derivadas: Ki-67-II (motores melhorados, poucos construídos), Ki-109 (caça noturno com canhão de 75 mm), Ki-112 (versão experimental)


Fotos do Modelo Finalizado