As Aeronaves das Batalhas do Mar de Coral e Midway na escala 1/100.

A Batalha do Mar de Coral foi uma batalha naval travada no Mar de Coral, ao largo do Arquipélago das Luisíadas, no Oceano Pacífico, entre 4 e 8 de Maio de 1942, entre forças norte-americanas e australianas, pelos Aliados, e navios da Marinha Imperial do Japão. Esta foi a primeira batalha da guerra em que aviões embarcados de ambos os lados em combate atacaram os porta-aviões inimigos.



Mar de Coral foi a primeira ocasião, em toda a guerra, na qual uma força naval japonesa se confrontou com uma oposição séria - e muitas fraquezas foram aí reveladas. Os norte-americanos, embora ainda inexperientes em combate aeronaval e mesmo sofrendo a perda do porta-aviões USS Lexington, afundaram o porta-aviões japonês Shōhō e danificaram outros dois, o Shōkaku e o Zuikaku, obrigando-os a retornar aos estaleiros japoneses para longos reparos, ficando impossibilitados de participar na Batalha de Midway, um mês depois.

Já A Batalha de Midway foi uma batalha aeronaval travada em junho de 1942 no Oceano Pacífico entre as forças dos Estados Unidos e do Império do Japão durante a Segunda Guerra Mundial, seis meses depois do ataque japonês a Pearl Harbor, que marcou o início da Guerra do Pacífico.




O resultado da batalha foi uma decisiva e crucial vitória para os norte-americanos, lembrada como o mais importante confronto naval da Segunda Guerra, marcando o ponto de virada no conflito e causando aos japoneses a perda de quatro porta-aviões e dois cruzadores de sua frota, além de duzentos pilotos navais, na frustrada tentativa de invadir e ocupar o atol de Midway, enfraquecendo permanentemente sua capacidade de combate no mar e no ar e lhes retirando a iniciativa militar pelo resto da guerra.


O Raid Doolittle (18 de Abril de 1942)

O Ataque Doolittle (Doolittle Raid), realizado em 18 de abril de 1942, foi o primeiro bombardeio aéreo dos Estados Unidos contra o território principal do Japão (focado em Tóquio e outras cidades industriais) durante a Segunda Guerra Mundial. Idealizada como uma resposta direta ao ataque surpresa a Pearl Harbor, a missão conjunta entre a Força Aérea e a Marinha americana utilizou uma estratégia inédita: lançar bombardeiros pesados terrestres a partir do convés de um porta-aviões.

Foram utilizados 16 bombardeiros médios B-25B Mitchell. Eles foram modificados com a remoção de equipamentos não essenciais e a instalação de tanques extras de combustível para permitir a decolagem em pistas curtas. 





Os aviões decolaram do porta-aviões USS Hornet (CV-8) sob o comando do Tenente-Coronel James "Jimmy" Doolittle. Devido à detecção prematura por barcos de patrulha japoneses, a decolagem ocorreu a cerca de 650 milhas do Japão—10 horas antes e mais longe do que o planejado. 

Após bombardearem alvos militares e industriais em Tóquio, Yokohama, Nagoya, Osaka e Kobe, os pilotos não tinham combustível para retornar. O plano consistia em voar até o território aliado na China para pousar.





Embora os danos materiais em solo japonês tenham sido mínimos, as consequências geopolíticas mudaram o rumo da Guerra do Pacífico

Funcionou para opinião pública dos EUA  como uma enorme vitória psicológica, elevando o otimismo público após meses de derrotas consecutivas no Pacífico, ao mesmo tempo que desmistificou a propaganda do governo japonês de que o arquipélago natal era inviolável a ataques inimigos.

Estrategicamente forçou  o Japão a recuar caças da linha de frente para proteger as ilhas principais e acelerou os planos do Almirante Yamamoto para atacar Midway.

Essa pressa estratégica japonesa culminou na decisiva derrota nipônica na Batalha de Midway em junho de 1942, o ponto de virada da guerra.


1. North American B-25B Mitchell - "White 3" (Scissors and Planes, convertido e repintado por mim)



Aeronaves Envolvidas na Batalha do Mar de Coral (entre 4 e 8 de maio de 1942)


A Batalha do Mar de Coral (4 a 8 de maio de 1942) foi um confronto crucial na Guerra do Pacífico (Segunda Guerra Mundial) entre a Marinha Imperial Japonesa e as forças aliadas (principalmente EUA e Austrália).

Foi a primeira batalha naval da história em que os navios inimigos nunca se avistaram ou dispararam diretamente uns contra os outros, sendo travada inteiramente por porta-aviões (aviões contra navios).




Objetivos japoneses que culminaram nesta batalha eram conquistar Port Moresby (Nova Guiné) e Tulagi (Ilhas Salomão), isolando a Austrália.

A batalha do Mar de Coral pode ser considerado um empate tático, pois os japoneses afundaram o porta-aviões USS Lexington e danificaram o USS Yorktown; os aliados afundaram um porta-aviões leve japonês (Shoho) e danificaram o porta-aviões Shokaku.




Porem foi uma vitória estratégica aliada,  o Japão foi forçado a abandonar a invasão de Port Moresby. Pela primeira vez, a expansão japonesa no Pacífico foi bloqueada.

A Batalha do Mar de Coral ainda trouxe uma consequência importante: O Yorktown, embora danificado, foi reparado às pressas e participou decisivamente um mês depois na Batalha de Midway (onde o Japão sofreu sua maior derrota).

O poder aéreo foi o elemento decisivo e dominante na Batalha do Mar de Coral. Como foi a primeira batalha naval da história onde os navios inimigos não se viram, tudo dependeu exclusivamente das aeronaves baseadas em porta-aviões. 

Aeronaves funcionaram como "Artilharia de Longo Alcance", todos os danos causados aos navios de ambos os lados foram feitos por aviões (bombardeiros de mergulho, bombardeiros torpedeiros e caças). 




A única forma de impedir um ataque inimigo era usando caças (como o Wildcat americano e o Zero japonês) para abater os aviões atacantes antes que lançassem seus torpedos ou bombas.

A Batalha do Mar de Coral foi o primeiro "Intercâmbio" entre Porta-Aviões, pois pela primeira vez, dois grupos de porta-aviões inimigos tentaram destruir um ao outro usando apenas suas asas aéreas. O resultado foi uma "troca" onde  cada lado conseguiu acertar o outro.

O melhor exemplo do poder aéreo na Batalha do Mar de Coral foi o afundamento do porta-aviões leve japonês Shoho. Aviões americanos o atacaram com tal precisão que um piloto gritou pelo rádio: "Disparamos um 'taxi' para o inferno! ... Acabamos de afundar um porta-aviões!"

O Lexington foi perdido porque, embora tenha sobrevivido a ataques iniciais, vapores de combustível de aviação vazaram e explodiram horas depois, provando que a aviação embarcada era poderosa, mas tornava os navios vulneráveis.




O Yorktown foi danificado, mas seus aviões e equipes de reparo de voo foram salvos, o que permitiu sua rápida recuperação para Midway.

O poder aéreo substituiu os canhões navais. O que a Batalha do Mar de Coral demonstrou ao mundo que: "Quem controla o ar sobre o mar, controla o mar."

Os navios de superfície (cruzadores, contratorpedeiros, encouraçados) que não tivessem proteção aérea ou que fossem pegos desprevenidos por aviões inimigos estariam condenados. Essa lição seria cruelmente confirmada um mês depois em Midway e, mais tarde, no afundamento do gigante Yamato.


1. Mitsubishi A5M4 "Claude" - Carrier Shoho (Scissors and Planes, repintado por mim)




Aeronaves Envolvidas na Batalha de Midway (entre 4 e 7 de junho de 1942)

A Batalha de Midway (3 a 7 de junho de 1942) foi o ponto de virada da Guerra do Pacífico. Assim como no Mar de Coral, o poder aéreo foi absolutamente dominante, mas com uma diferença crucial: um único ataque aéreo decidiu a batalha.

Após o sucesso no ataque a Pearl Harbor, o Japão tentou destruir os porta-aviões americanos restantes e invadir o Atol de Midway. Os EUA quebraram os códigos japoneses e prepararam uma emboscada.





A batalha foi travada inteiramente por aviões. Nenhum navio de superfície disparou contra outro.

Na madrugada, o Japão lançou 108 aviões para bombardear Midway. Os aviões americanos baseados em terra (em Midway) contra-atacaram, mas foram dizimados pelos Zeros japoneses. Porém, esses ataques desorganizados impediram os japoneses de lançar um segundo ataque imediatamente.





A partir desta situação os japoneses cometeram um erro crítico, pois o almirante Nagumo ficou em um impasse: Seus aviões voltavam de Midway e precisavam rearmar. Uma parte dos seus aviões de ataque (com torpedos) estavam armados para atacar os navios da Marinha dos EUA, mas ele ordenou que fossem todos rearmados com bombas para atacar Midway novamente para tentar silenciar as defesas com ataque mais letal. 

Nesse momento, um avião de reconhecimento japonês avistou porta-aviões americanos. Então Nagumo inverteu a ordem: "Troquem bombas por torpedos novamente". Isso criou  um verdadeiro caos nos conveses, com bombas, torpedos, mangueiras de combustível e aviões sendo rearmados espalhados.

Neste momento acontece o ataque americano, também chamado de O "Milagre" de Midway. Enquanto os japoneses estavam vulneráveis, aviões americanos chegaram em três ondas:  A primeira onda (composta de torpedeiros Douglas TBD-1 Devastator) foram massacrados pelos Zeros. Dos 41 lançados, apenas 6 sobreviveram. Não acertaram nenhum torpedo. Mas isso foi essencial, pois os caças Zeros desceram ao nível do mar para abatê-los, deixando o céu aberto.





A Segunda onda ( composta de bombardeiros de mergulho Douglas SBD-3 Dauntless) chegaram no momento exato em que os Zeros estavam em altitudes mais baixas. Sem oposição, atacaram os três primeiros porta-aviões japoneses (Akagi, Kaga, Soryu). Em 5 minutos, todos os três foram transformados em infernos. Suas próprias bombas, torpedos e aviões armados explodiram.





O Porta-Aviões Hiryu  sobreviveu e lançou um ataque de vingança, destruindo o USS Yorktown. Horas depois, aviões do  USS Enterprise encontraram e afundaram o Hiryu.

As consequências para os japoneses são trágicas, com o afundamento de grande parte da sua força de porta-aviões, com 250 aviões perdidos, e pilotos e pessoal de deck com grande experiência e treinamento em combate, uma perda irreparável.





Midway mostra que o o Poder Aéreo Foi Decisivo:

1. Ataque coordenado venceu: Os torpedeiros (mesmo falhando) sacrificaram-se para "abrir caminho" para os bombardeiros de mergulho. Sem essa coordenação tática, os Zeros teriam abatido todos.

2. Vulnerabilidade extrema: O poder aéreo tornou os porta-aviões "bombas flutuantes". A mistura de combustível de aviação, bombas e torpedos nos conveses fez com que um único acerto destruísse cada navio.

3. Reconhecimento aéreo falhou (para os japoneses): Os japoneses não lançaram buscas adequadas. Se tivessem encontrado os porta-aviões americanos antes, o desfecho poderia ser outro. (Cabe dizer que a II Guerra Mundial marcou o fim dos aviões de reconhecimento catapultados de navio com o aperfeiçoamento dos radares de superfície).

4. A Marinha dos EUA aplicou rapidamente as lições da Batalha  do Mar de Coral além de reparar o USS Yorktown, danificado nesta batalha em tempo recorde (48 horas) e seus aviões experientes participaram decisivamente.

Em Midway, o poder aéreo não apenas decidiu a batalha - ele reescreveu as regras da guerra naval. Cinco minutos de bombardeiros de mergulho destruíram a espinha dorsal da Marinha Imperial Japonesa.

Após Midway, o Japão perdeu a iniciativa estratégica no Pacífico. Nunca mais conseguiria montar uma ofensiva comparável. O porta-aviões se confirmou como o "rei dos mares", substituindo os couraçados para sempre.



1. Mitsubishi A5M4 "Claude" - Carrier Hosho (Scissors and Planes)




2. Nakajima E8N2 "Dave" - Cruzador Haruna (Avião: Scissors and Planes repintado por mim. Catapulta: GPM)




3. Brewster F2A3 Buffalo - VMF 211 Midway Atol (Scissors and Planes repintado por Brent)




4. Yokosuka D4Y2 "Judy" - Soryu Carrier - (Scissors and Planes repintado por mim)




5. Brewster F2A3 Buffalo - VMF 211 Midway Atol (Scissors and Planes repintado por Rata)




6. Mitsubishi A6M2 "Zero" - Akagi Carrier - (Scissors and Planes repintado por Rata)




7. Mitsubishi A6M2 "Zero" - Hiryu Carrier - Murphs Models



Novos modelos sobre o tema em breve!!!

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