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quinta-feira, 8 de outubro de 2026

Gourdou Lesseure GL-22C1 - Der Kampfflieger Papermodel - Papermodel na 1/100


O Gourdou-Leseurre GL.22, também conhecido como Type B3, foi um caça monoplano francês desenvolvido no período entreguerras como evolução da série GL.2 e GL.21. Seu desenvolvimento começou a partir de uma linhagem de caças iniciada com o Type A, que embora tivesse bom desempenho, foi rejeitado pela aviação militar francesa devido a preocupações com a rigidez de sua asa. A Gourdou-Leseurre continuou o projeto por conta própria e criou o GL.21, que introduziu ailerons revisados e foi comprado em um lote de 20 unidades pela Aéronautique Militaire, além de uma unidade para avaliação na Finlândia. O GL.22 surgiu em 1922 como uma revisão mais profunda do GL.21, com asa redesenhada de maior envergadura, estabilizador horizontal e trem de pouso modificados. Essas mudanças proporcionaram melhor desempenho e estabilidade, resultando em um sucesso moderado de vendas tanto no mercado interno quanto para exportação.




As especificações técnicas da versão principal de caça, o GL.22C.1, incluíam tripulação de um piloto, comprimento de 6,50 metros, envergadura de 9,40 metros, altura de 2,52 metros e área alar de 18,4 metros quadrados. O peso vazio era de 590 quilogramas e o peso bruto de 880 quilogramas. O motor era um Hispano-Suiza 8Ab de 180 cavalos, ou 134 quilowatts. A velocidade máxima atingia 257 quilômetros por hora, o alcance era de 450 quilômetros, o teto de serviço era de 7.500 metros e a taxa de subida era de 4,8 metros por segundo. O armamento consistia em duas metralhadoras Vickers .303 fixas de tiro frontal. A versão de treinamento GL.22ET era desarmada.




A linhagem GL.2 gerou diversas variantes para diferentes propósitos. O B3, ou GL.22, foi a versão de caça principal com nova asa, cauda e trem de pouso, com 71 unidades construídas, também chamada de GL.22C.1. O B5, ou GL.22ET, era uma versão desarmada usada como treinador avançado pela Força Aérea e Aviação Naval francesas. O B4, ou GL.23, foi uma versão de teste com 9 unidades construídas. O GL.23TS foi uma versão para ambulância aérea com uma unidade construída. O GL.24 e o GL.24X foram versões de teste, incluindo uma para investigar efeitos de sobrecarga. O B6 foi uma versão acrobática para Jérôme Cavalli, equipada com motor Hispano-Suiza 9Qd. O B7 foi uma versão acrobática para Fernand Malinvaud e Adrienne Bolland, com motor Lorraine 9Na e duas unidades construídas.




O GL.22 foi um dos maiores sucessos de exportação da Gourdou-Leseurre e serviu em várias forças aéreas durante o entreguerras. Na França, a Aéronautique Maritime comprou 20 unidades como GL.22C.1, e a Aéronautique Militaire adquiriu a versão de treinamento GL.22ET.1. Um desses aviões foi testado no porta-aviões Béarn. Na Finlândia, após avaliar um GL.21, a Força Aérea Finlandesa comprou 19 GL.22, sendo 18 mais um montado com peças de reposição. As aeronaves chegaram em 1924 e equiparam a primeira esquadrilha de caças completa do país, permanecendo em serviço até 1931. Na Iugoslávia, o país comprou 20 unidades da França em 1928 e obteve licença para produzir mais 20 aeronaves na fábrica Zmaj entre 1929 e 1930, além de outras 6 em 1933. Designados localmente como LGL B3, foram usados em funções de caça-treinador e retirados de serviço em 1937, embora alguns relatos indiquem até 1941. A Estônia adquiriu 15 unidades, a Tchecoslováquia comprou 15 unidades e a Letônia adquiriu uma unidade, operada pela Aizsargi, a Guarda Nacional.




Além de seu papel como caça, o GL.22 teve uma carreira notável em competições e exibições. Em 1923, o piloto de testes da Gourdou-Leseurre, André Christiany, venceu o teste de velocidade da Coupe Michelin com um GL.22. No mesmo ano, dois GL.22ET.1 pintados com as cores nacionais francesas fizeram demonstrações por toda a França e Norte da África. Mesmo na década de 1930, versões acrobáticas especializadas, como o B6 e o B7, foram produzidas para pilotos famosos como Jérôme Cavalli, Fernand Malinvaud e Adrienne Bolland. O GL.22 permanece como um exemplo importante da aviação militar francesa do entreguerras, combinando função de caça, treinamento e acrobacia, além de ter sido exportado para diversos países e utilizado em licença no exterior.







O modelo desenvolvido por Der Kampfflieger na escala nativa 1/100, mistura a simplicidade com a qualidade tradicional deste designer, com grandes texturas vetoriais, e uma engenharia muito bem feita de montagem. No quadro abaixo mostramos os progressos do modelo beta que fomos convidados a construir pelo designer:





O modelo foi impresso em papel Opaline 120gsm numa impressora Epson L100 em modo otimizado, os formers foram laminados em papel  cartão 320gsm. Representa um dos GL-22 a serviço da Força Aérea Finlandesa em 1930, um dos maiores usuários desta aeronave.




O modelo é muito bem vindo neste rico nicho da aviação militar francesa do período entre-guerras. Der Kampfflieger realizou um kit para venda com oito versões diferentes que podem ser adquiridos aqui e aqui.